Literatura Fantástica
“Não há nada mais maravilhoso do que as verdades do Cristianismo. Então por que tantas pessoas a consideram um tédio? Como é possível que até os cristão ás vezes tratem a teologia como se ela fosse algo desinteressante, tedioso, irrelevante? Como não se entusiasmar com os mistérios da Trindade, da Expiação, do Reino dos céus, da visão preciosa, complexa e bela da realidade que se abriu pela visão de mundo cristã?”.
Essas palavras me chamaram muito a atenção quando as li num livro intitulado “A alma de O Leão, a Feiticeira e o Guarda Roupa”, de Gene Veith, editora Habacuc. Chamou-me a atenção porque de fato vejo, e até eu muitas vezes, pessoas olhando para a teologia, a bíblia em si, como algo chato. Mas não é. Por isso que sou declaradamente apaixonada pelo trabalho de C.S Lewis nas Crônicas de Nárnia, pois “Seu método foi transformar seu conto de fadas em uma impressionante fantasia que tivesse como seu significado a realidade espiritual.”
Eu me apaixonei por contos de fadas e fábulas esse ano (2008), na faculdade. No terceiro período tivemos uma matéria chamada “Literatura Infanto-Juvenil”, e foi por meio dessa matéria que eu conheci esses gêneros textuais e me apaixonei. Tanto foi que eu e a minha colega Cleonice usamos esse tema para ministrar uma aula de Língua Portuguesa, no estágio que fazemos pela faculdade, e sem dúvida, falamos um pouco sobre As Crônicas de Nárnia. Gosto tanto que tenho alguns livros que falam sobre o gênero e cada vez isso me fascina mais, e poder ver o trabalho de Lewis com isso, é algo incrivelmente indizível.
Quando eu ouvi falar sobre as Crônicas de Nárnia, e soube que no filme havia bichos estranhos, meio homem meio animal, enfim, todas aquelas alegorias que conhecemos proveniente dos contos de fadas, eu de cara torci o nariz. E por quê? Simplesmente porque eu cresci acreditando que todas essas coisas são do diabo. Quando comecei a ter contato com os contos de fadas e fábulas na faculdade comecei a perceber que não eram coisas ruins. E por fim, a convite da minha amiga e irmã Cleonice Silveira (aquela que fez o estágio comigo), fui ao cinema assistir “Príncipe Caspian”, segundo filme da série. Lembro-me que a Cléo falou que o primeiro filme era algo de Deus! Achei meio estranho aquilo, na verdade não conseguia compreender como aquilo poderia ser de Deus. Meu pensamento começou a mudar quando já no início do filme apareceu um nome, nome esse que me é muito especial, C.S Lewis. Quando li, perguntei a Cléo: essa história foi o Lewis que escreveu? Ela disse que sim.
Até então meu conhecimento sobre Lewis ainda era tímido, mas já gostava muito dele. Após isso comecei a buscar mais informações sobre sua vida e obra, e cada vez me apaixonava mais. E hoje defendo muito o uso de contos de fadas e fábulas para falar de Jesus. Acredito ainda existir entre nós, cristãos, falta de entendimento nessa área, para poder aceitar isso. Mas sei que ainda vamos conquistar mais esse espaço, tanto que, em breve tentarei me aventurar a escrever algo assim. Certamente ainda me falta muita leitura, não pude ler nenhum livro da serie de Lewis, mas o catatau, onde tem todas as histórias, está na minha lista de compras!
Não posso esquecer também do Senhor dos Anéis, mas me limitarei a um parágrafo apenas sobre a composição de J.R Talkien, pois não vi nenhum dos filmes ainda, e não vi porque pensava ser coisa do diabo. Gosto de saber que Lewis e Talkien eram amigos e colegas de faculdade. Que informação mais bela.
Fica aqui então a dica para você conhecer um pouco mais sobre esses dois autores, suas obras, e os gêneros contos de fadas e fábulas. Claro que se você for o verbo gostar, gostar de cultura e conhecimento, eu sei que o mínimo que fará, será uma breve pesquisa no Google sobre o assunto, e se achar algo de interessante, por favor, compartilhe comigo (julie_mdc@pop.com.br).
Não posso deixar de indicar outra autora, Hannah Hurnard e suas composições “Pés como os da corça em lugares altos” e “A montanha das especiarias”. Não me arriscarei a dizer que essas histórias são contos de fadas, fabula certamente não é, porque foge um pouco da estrutura do gênero, porém cabe dentro do que teóricos chamam de histórias fantásticas, a saber, fantasiosas. A história de Hurnard tem como personagens não pessoas comuns, mas sim sentimentos, como Grande Medrosa, Sofrimento, Tristeza, Covardia. É na verdade uma alegoria (expressão de uma idéia de forma figurada) sobre a caminhada Cristã com o Pastor, Jesus.
Não posso deixar de comentar outras obras como o recente “A Cabana” de William P. Young, “Operação Arcanjo” de Julio Rosa, a Série “Deixados para trás” de Tim Lahaye e Jerry B. Jenkins e “Este Mundo Tenebroso” de Frank Peretti.Desses todos eu li A Cabana inteiro e dos outros apenas algumas páginas. São todas obras de Ficção cristã, que merecem nosso olhar, e não só nosso olhar, mas nossa leitura.
Desejo que esse pequeno texto aguce em você a vontade de ler e de prestigiar nossos formidáveis escritores, que se aventuraram e de certa forma arriscaram, utilizar gêneros nem sempre visto com bons olhos pelos cristãos. Porém tudo, sempre é pra gloria de Deus, quer comais quer babais seja para a gloria de Deus!
Julie F. de Pádua
novembro/2008
Comentários
Confesso que ainda torço o nariz para histórias do gênero das crônicas de Nárnia. Talvez induzido pela minha oposição às histórias de Harry Potter (todos nós sabemos quem é o verdadeiro oleiro), eu esteja receoso em conhecer esse gênero. Porém espero que você possa me convencer, ok?
beijo, Julie. Belo texto.
Confesso que ainda torço o nariz para histórias do gênero das crônicas de Nárnia. Talvez induzido pela minha oposição às histórias de Harry Potter (todos nós sabemos quem é o verdadeiro oleiro), eu esteja receoso em conhecer esse gênero. Porém espero que você possa me convencer, ok?
beijo, Julie. Belo texto.
beijoss, Julie.
Filipe Agostinho.
Olha só, A autora de Harry Potter usa o mesmo genero so que pra falar de satanas... C.S Lewis usa para falar de Jesus.
Claro que vou te convencer, porque é fantastico poder usar um dos dons mais lindos, que é a criatividade e a literatura para falar do amor de jesus.
Como disse no texto, eu não gostava tambem, mas depois que conheci vi que coisa maravilhosa que é !!!
valeu pelo comentario !!
bjo bjo bjo
Julie