TEUS OLHOS Surpreendida por teus olhos, no meu cotidiano absorto viajava o pensamento no nada, quando de repente,deparei-me com eles Eram teus!deixas-te os ali para mim? Não pude me conter,e mirei-os ... Com uma ânsia.... de mergulhar neles... Mas....por que fugiram dos meus? Por que tímidos se esconderam no horizonte? O que fazem teus olhos neste anônimo ao meu coração? É teu brilho!...mas não são teus sonhos que os fazem brilhar. O que teus olhos fazem ali? Para me lembrar de ti? Mas não te esqueço ... Recolha-os,não me faça sofrer! (Hellen C.F Mendes) TEUS OLHOS 2 Seus olhos brilham... porque em ti há amor; brilham porque sonham em ser feliz; brilham porque és belo o seu coração; brilham porque gritam por socorro desejando viver a verdadeira paixão; brilham por amar em segredo... brilham ... brilhavam... não brilham mais! os meus brilhavam ...
A arte Deus criou e de mim faz parte A arte tem a dança que Deus faz A poesia que Deus ensina O teatro que nos fascina A musica tem o ritmo que se mistura O desenho que Deus cria e ilumina-nos a alma O céu, o mar, os animais, o homem, a mulher O amor... Tudo isso É arte Que Deus faz parte Ele é o maior artista Que não se limita Está sempre criando Pois vive amando Sonhando Projetando Realizando A arte tem a vida que Deus inspira Somos obras de arte Somos a obra prima A arte Faz parte De mim Vem de Deus Nesse momento eu crio E me entrego aos sonhos teus. Por Julie de Pádua 24/03/06 ás 11:32 pm Modificado em 07/11/08 às 11:40 am ************************************************************************** Quero com muito carinho postar aqui uma pequena e singela poesia que recebi do meu amigo Kleber Silva. Eu gostei muito ! "Que o raiar do dia seja sobre seu rosto, porque os passáros cantam, as flores se abrem, a vovó faz o cafè e o vovó levanda fazendo bum............................ ...
EU AMO ESSE CONTO, RETRATA MUITO BEM A MINHA RELAÇAO COM OS LIVROS. JULIE CONTOS SELECIONADOS. Felicidade clandestina - Clarice Lispector *** Felicidade clandestina Clarice Lispector Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia" e "saudade". Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho....
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