CDM - 24.02.12 - Crianças, nós e a salvação
As crianças que morrem na infância na China e no Japão são tão verdadeiramente salvas como as que morrem na Inglaterra ou Escócia. Bebês de mães morenas, ou nascidos numa aldeia africana ou na barraca cônica do índio americano, todos são igualmente salvos, e, portanto, não são salvos por qualquer rito exterior, nem pelo poder místico de um sacerdócio. São elevados ao reino do céu pela graça soberana e livre de Deus. Como são salvos, então? Por obras? Não, pois nunca fizeram nenhuma. Pela sua inocência natural? Não; pois se essa inocência pudesse lhes ter admitido no céu, também teria bastado para salvá-las de dor e morte. Se não há pecado sobre elas, como é que puderam sofrer? O pecado imputado que as faz morrer impede-nos de crer que elas reivindicaram o céu por direito de inocência. Elas morreram por causa da queda de Adão. Triste conseqüência por terem nascido de pais decaídos. Note seus olhares de apelo quando os pequeninos olham para cima em seu sofrimento como se quisessem perguntar por que precisam suportar tanta dor. A angústia do pequenino moribundo é uma prova da queda de Adão, e de sua participação no resultado dela. Os pobrezinhos vivem novamente, no entanto, porque Jesus morreu e reviveu, e eles estão nele. Perecem, quanto a essa vida, por um pecado que não cometeram; mas também vivem eternamente por uma justiça da qual não participaram, a própria justiça de Jesus Cristo, que os redimiu. Pouco sabemos sobre isso, mas supomos que passaram por uma regeneração antes de entrarem no céu, pois o que nasce da carne é carne, e para entrar no mundo espiritual eles precisam ser nascidos do Espírito. Mas o que quer que tenha se operado neles, é claro que eles não entram no reino pela força do intelecto, da vontade ou do mérito, e sim por resultado da livre graça, não tendo referência a nada que tenham feito ou sentido. Da mesma maneira, você precisa passar para o reino inteiramente pela livre graça, e não por qualquer poder ou mérito próprio. Você entrará no céu tão plenamente pela graça como se nunca tivesse vivido uma vida piedosa, nem praticado uma só virtude.
Trecho de "Pescadores de Crianças" - C. Spurgeon


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