Maremoto de coisarada
Eu tô meio que de saco cheio de
muitas coisas. Quero ficar na minha, sossegada, sei lá. É uma fase. Este ano,
2014, tem sido um ano de muitas mudanças, perdas, ganhos e tal. Tem ano que a
gente passa de boa, tem ano que a coisa fica meio balançada, tem ano que você
faz mais coisas de que gosta, tem ano que você não tem tempo pra nada. E no
meio desse maremoto de coisarada tem muita coisa de valor: amigos, animais,
família, parentes, trabalho, psique, emocional, espiritual, financeiro, Deus,
igreja... Enfim, é tudo muito louco. Ah a fulana tá afastada, só fica dentro de casa, não se mistura, tá na dela... E tô mesmo, bem na minha. Hoje as pessoas estão estranhas pra mim,
elas parecem esquisitas, sei lá. Tá tudo esquisito. Eu tenho sentido falta de
muita coisa do meu passado, muitas pessoas, muitas situações e eu sei que não
vão voltar e que a vida anda pra frente... e é isso. Sinto-me constantemente
inquieta, algo está faltando... digo algo, não alguém. A liga de todas as
coisas falta por aqui, e o que isso quer dizer exatamente eu não sei. Minha
vida está prestes a mudar de novo. Como vai ser eu não faço a menor ideia,
apenas espero que tudo dê certo. Aqui dentro de mim tem muita coisa pra
resolver ainda, muito sentimento, muito pensamento, sei lá. Eu mudei, mudei de
endereço, mudei de estado civil, mudei de cargo, de tempo em tempo algo muda em
mim e talvez aí esteja o meu problema: aceitar tudo isso e perceber tudo isso.
Enfim, a você que lê isso, seja família, parente, amigo, amiga, colega,
inimigo, enfim... Se de alguma forma sentiu ou sente algum tipo de mágoa,
raiva, indiferença ou seja lá o que for
sobre mim, me perdoe. O que posso fazer¿ Se não te liguei, não te procurei, não
te visitei, não me importei, isso não quer dizer que eu tenho algo contra você,
talvez queira dizer que eu preciso de você. Simples assim. Se você me ligou,
procurou, visitou e sentiu que tá tudo ok, então tá tudo ok. Cara, se você
percebe que tem algo errado, aproxime-se, eu não tenho por costume morder
ninguém, e verifique. Não tire conclusões precipitadas. É isso. Mudanças, projeções
para o futuro, comprar um imóvel, concluir a pós, pagar as contas, ter filhos
ou não, frequentar uma igreja, procurar um emprego, curar minhas dores, superar
a morte dos meus animais de estimação, acostumar-se com o casamento, casa,
trabalhar demais, ganhar pouco, tirar carteira, cuidar do marido, sentir falta
de muita gente, preocupar-se demais com outras pessoas e etc... Tudo isso ao
mesmo tempo é muita coisa. Então é isso, fica de boa e me liga, me visita,
enfim... Apareça. Tem gente fazendo isso... e tá muito massa!
Ninguém pode ver nem compreender nos outros o que ele próprio não tiver vivido.



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